O Bambo de Bambu vai ao passado
e recupera a imagem da história apresentando durante todo o seu
show um DVD com mais de 2000 fotos e filmes do Rio Antigo. O bonde volta
a circular pelas ruas do Rio, os velhos carnavais, as lindas avenidas
da “bele époque”. Imperdível, impagável.
No período da Ditadura Vargas, alguns
compositores adotaram os ideais do governo compondo sambas que valorizavam
o trabalho e repudiavam a malandragem da Lapa. Outros continuavam a falar
da malandragem com simpatia mas eram censurados. Um grande exemplo disso
foi o samba O Bonde de São Januário de Ataulfo Alves e Wilson
Batista e gravado em 1941 por Ciro Monteiro. Na letra original o bonde
levava “mais um sócio otário, só eu não
vou trabalhar” e, censurada pelo DIP (Departamento de Imprensa e
Propaganda), os autores tiveram que mudar a letra para “ leva mais
um operário, sou eu que vou trabalhar”.
O que acima vai descrito é um exemplo do universo em que mergulhou
o grupo Bambo de Bambu. Todo esse passado está presente e vivo
na alegria do povo carioca que, apesar das inacreditáveis dificuldades
pelas quais passa hoje, mantém dentro das suas perspectivas o desejo
de voltar a circular pelas ruas do Rio cantado e dançando em paz.